Esta semana, diversos sites palestrinos que andavam muito calados resolveram voltar a ativa. E os primeiros textos não são muito agradáveis ao torcedor mais compassivo. Vejamos uma pequena demonstração:
Avareza, ingratidão e burrice.
O Palmeiras e o sócio consumidor (3).
Avanti, um erro conceitual.
Pois bem, esses textos me levaram a retomar alguns pensamentos que já há algum tempo teimavam em circular em minha mente. Relutei, mas enfim resolvi que deveria compartilhar com os amigos esse fantasma que me atormenta.
Primeiramente vamos discutir um pouco sobre o que torna um clube verdadeiramente grande. Diversos textos já foram escritos sobre esse tema. Não vamos nos prolongar muito nesta discussão, mas vale a pena indicar as principais vertentes: Numero de torcedores, quantidade de títulos importantes e patrimônio. Eu sinceramente acredito que tal avaliação deva obrigatoriamente levar em consideração os três quesitos.
De que vale inúmeros títulos, sem uma grande e apaixonada torcida? Mas também não podemos considerar apenas os patrimônios, pois dinheiro não torna um time de futebol maior que o outro. Há quem defenda que o numero de torcedores é o principal tributo. Mas movido por esta onda de torcedor-consumidor, não acredito que os times possam ser avaliados apenas por esta qualidade. Este fator teria valor muito maior ( e ai sim, talvez único) casso fosse possível avaliar de forma clara e objetiva o amor dos seus torcedores pelo clube, sua história e tradição.
Dito isto passo a avaliar a grandeza do nosso querido (e às vezes irritante) Palmeiras. Se considerarmos a quantidade de títulos importantes, passamos fácil pela primeira provação:
Títulos Internacionais
- Campeonato Mundial Interclubes da FIFA – 1951
- Copa Libertadores da América – 1999
- Copa Mercosul – 1998
- Troféu Ramón de Carranza (Espanha) – 1969, 1974 e 1975
- Torneio Euro-América (Brasil) – 1991, 1996
Títulos Nacionais
- Campeonato Brasileiro – 1972, 1973, 1993 e 1994
- Torneio Roberto Gomes Pedrosa – 1967 e 1969
- Copa do Brasil – 1998
- Taça Brasil – 1960 e 1967
- Copa dos Campeões – 2000
- Campeonato Brasileiro Série B – 2003 ( importante pelo retorno à série A)
Perceba que exclui inúmeros títulos desta lista. Considerei apenas alguns dos mais importantes que por si só já são mais que suficientes para comprovar nossa capacidade no quesito proposto. Caso queira ver a lista integral poderá acessá-la neste link: http://www.sitedopalmeiras.com.br/titulos-do-palmeiras/
Partimos então para o segundo quesito, o patrimônio. Também não é nem um pouco difícil ser aprovado nesta avaliação. Além do belíssimo estádio, em excelente localização, temo ainda nossa sede social, clube de campo e dois centros de treinamento. Pra melhorar ainda mais as obras para a construção da nossa arena começam em menos de uma semana. Teremos então o maior patrimônio entre todos os clubes do Brasil. Novamente passamos fácil.
O terceiro item da avaliação é talvez o mais fácil para nós, nossa torcida. Esse tema merece um texto a parte. Com toda certeza não há em todo país (talvez no mundo) torcida mais apaixonada que a do Palmeiras. É fácil comprovar. Qual outro torcedor, mesmo pagando o ingresso mais caro do Brasil, enfrentando filas ridículas, sendo tratado como gado e desrespeitado tantas vezes seria capaz de lotar seu estádio para ver um time em plena decadência como fizemos no final de 2009?
Basta olhar ao seu redor. Não fomos campeões brasileiros, nem ao menos para a libertadores nos classificamos e mesmo assim, mesmo durante a época de férias qual foi a cor da camisa que você mais viu nas ruas? Qual torcida você vê ostentando sua maglia sagrada sempre, independente da fase que o time atravessa. Fácil né? Palmeiras na cabeça outra vez.
Ok, eu sei. Falei, falei e não disse nada alem do óbvio. Pois então aqui vai onde quero chegar e veja como esta parte do texto (infelizmente) parece ainda mais óbvia. Esta outra parte do texto poderia chamar-se tal qual um câncer.
Como vimos não é difícil comprovar a grandeza do nosso Palestra Itália. Mas grandeza não é sinônimo de imortalidade. Nos anos 90 vivemos uma época áurea, invejada por dez entre dez clubes no Brasil. Talvez nenhum outro clube foi tão forte e imponente quanto o nosso verdão. O Santos de Pelé e o Flamengo de Zico talvez.
Mas logo após esta belíssima fase que atravessamos, aos poucos, as trevas foram se instaurando nos corredores do Palestra Itália. Iniciava-se a era da politicagem e luta pelo poder em detrimento do crescimento do clube. Todo mundo queria levar alguma vantagem. Não precisamos entrar em detalhes, todos lembram. Times medíocres, ma administração, dinheiro jogado no lixo, série B, fundo do poço.
Após este ultimo duríssimo golpe, conseguimos aos poucos afastar esta corja do poder. Terminamos por eleger um novo presidente, alguém em quem todos confiavam e com inteligência suficiente para comandar nosso Palmeiras. Restaurar os estragos causados pelo câncer que atacava (e ataca) nosso verdão é tarefa árdua e precisa ser executada aos poucos. Parece que finalmente temos algumas demonstrações de melhora, redução do poder das parcerias, investimento em categoria de base, aquisição de jogadores (patrimônio) e etc. Muito bom inicio. Mas ainda falta algo muito importante. O investimento no principal bem do Palmeiras, seu torcedor. E sobre o torcedor voltaremos a falar em breve. Por enquanto deixo esta introdução para que o amigo possa tirar suas conclusões iniciais.
Esta semana, diversos sites palestrinos que andavam muito calados resolveram voltar a ativa. E os primeiros textos não são muito agradáveis ao torcedor mais compassivo. Vejamos uma pequena demonstração:
Avareza, ingratidão e burrice.
O Palmeiras e o sócio consumidor (3).
Avanti, um erro conceitual.
Pois bem, esses textos me levaram a retomar alguns pensamentos que já há algum tempo teimavam em circular em minha mente. Relutei, mas enfim resolvi que deveria compartilhar com os amigos esse fantasma que me atormenta.
Primeiramente vamos discutir um pouco sobre o que torna um clube verdadeiramente grande. Diversos textos já foram escritos sobre esse tema. Não vamos nos prolongar muito nesta discussão, mas vale a pena indicar as principais vertentes: Numero de torcedores, quantidade de títulos importantes e patrimônio. Eu sinceramente acredito que tal avaliação deva obrigatoriamente levar em consideração os três quesitos.
De que vale inúmeros títulos, sem uma grande e apaixonada torcida? Mas também não podemos considerar apenas os patrimônios, pois dinheiro não torna um time de futebol maior que o outro. Há quem defenda que o numero de torcedores é o principal tributo. Mas movido por esta onda de torcedor-consumidor, não acredito que os times possam ser avaliados apenas por esta qualidade. Este fator teria valor muito maior ( e ai sim, talvez único) casso fosse possível avaliar de forma clara e objetiva o amor dos seus torcedores pelo clube, sua história e tradição.
Dito isto passo a avaliar a grandeza do nosso querido (e às vezes irritante) Palmeiras. Se considerarmos a quantidade de títulos importantes, passamos fácil pela primeira provação:
Títulos Internacionais
- Campeonato Mundial Interclubes da FIFA – 1951
- Copa Libertadores da América – 1999
- Copa Mercosul – 1998
- Troféu Ramón de Carranza (Espanha) – 1969, 1974 e 1975
- Torneio Euro-América (Brasil) – 1991, 1996
Títulos Nacionais
- Campeonato Brasileiro – 1972, 1973, 1993 e 1994
- Torneio Roberto Gomes Pedrosa – 1967 e 1969
- Copa do Brasil – 1998
- Taça Brasil – 1960 e 1967
- Copa dos Campeões – 2000
- Campeonato Brasileiro Série B – 2003
Perceba que exclui inúmeros títulos desta lista. Considerei apenas alguns dos mais importantes que por si só já são mais que suficientes para comprovar nossa capacidade no quesito proposto. Caso queira ver a lista integral poderá acessá-la neste link: http://www.sitedopalmeiras.com.br/titulos-do-palmeiras/
Partimos então para o segundo quesito, o patrimônio. Também não é nem um pouco difícil ser aprovado nesta avaliação. Além do belíssimo estádio, em excelente localização, temo ainda nossa sede social, clube de campo e dois centros de treinamento. Pra melhorar ainda mais as obras para a construção da nossa arena começam em menos de uma semana. Teremos então o maior patrimônio entre todos os clubes do Brasil. Novamente passamos fácil.
O terceiro item da avaliação é talvez o mais fácil para nós, nossa torcida. Esse tema merece um texto a parte. Com toda certeza não há em todo país (talvez no mundo) torcida mais apaixonada que a do Palmeiras. É fácil comprovar. Qual outro torcedor, mesmo pagando o ingresso mais caro do Brasil, enfrentando filas ridículas, sendo tratado como gado e desrespeitado tantas vezes seria capaz de lotar seu estádio para ver um time em plena decadência como fizemos no final de 2009?
Basta olhar ao seu redor. Não fomos campeões brasileiros, nem ao menos para a libertadores nos classificamos e mesmo assim, mesmo durante a época de férias qual foi a cor da camisa que você mais viu nas ruas? Qual torcida você vê ostentando sua maglia sagrada sempre, independente da fase que o time atravessa. Fácil né? Palmeiras na cabeça outra vez.
Ok, eu sei. Falei, falei e não disse nada alem do óbvio. Pois então aqui vai onde quero chegar e veja como esta parte do texto (infelizmente) parece ainda mais óbvia. Esta outra parte do texto poderia chamar-se tal qual um câncer.
Como vimos não é difícil comprovar a grandeza do nosso Palestra Itália. Mas grandeza não é sinônimo de imortalidade. Nos anos 90 vivemos uma época áurea, invejada por dez entre dez clubes no Brasil. Talvez nenhum outro clube foi tão forte e imponente quanto o nosso verdão. O Santos de Pelé e o Flamengo de Zico talvez.
Mas logo após esta belíssima fase que atravessamos, aos poucos, as trevas foram se instaurando nos corredores do Palestra Itália. Iniciava-se a era da politicagem e luta pelo poder em detrimento do crescimento do clube. Todo mundo queria levar alguma vantagem. Não precisamos entrar em detalhes, todos lembram. Times medíocres, ma administração, dinheiro jogado no lixo, série B, fundo do poço.
Após este ultimo duríssimo golpe, conseguimos aos poucos afastar esta corja do poder. Terminamos por eleger um novo presidente, alguém em quem todos confiavam e com inteligência suficiente para comandar nosso Palmeiras. Restaurar os estragos causados pelo câncer que atacava (e ataca) nosso verdão é tarefa árdua e precisa ser executada aos poucos. Parece que finalmente temos algumas demonstrações de melhora, redução do poder das parcerias, investimento em categoria de base, aquisição de jogadores (patrimônio) e etc. Muito bom inicio. Mas ainda falta algo muito importante. O investimento no principal bem do Palmeiras, seu torcedor. E sobre o torcedor voltaremos a falar em breve. Por enquanto deixo esta introdução para que o amigo possa tirar suas conclusões iniciais.